Poisando as malas em frente á porta, consegui sentir o cheiro familiar, o sitio onde é o meu lugar. Voltei. Todas as expectativas que levei daqui e que eu mesma te escrevi em tom de despedida, foram superadas e mais do que isso. A viagem mais importante foi feita sem dúvida e cresci. Consegui erguer-me com os meus próprios braços embora estes estejam esvaecidos em sangue e em repleto cansaço. Aprendi parte de mim, aprendi que sozinho é o caminho do ser humano e que só ele e a natureza se encontram. Ela mostra-lhe quem ele é como se fosse um espelho, o mais fiel e sincero que possa existir. Desiludi-me bastante não só com actos mas também com palavras esmagadoras e mortíferas. Perdi muito mas também ganhei imenso. Ganhei o maior presente que já alguma vez recebera, a capacidade de me erguer sozinha e de esclarecer o k sinto comigo mesma. Quando o mundo nos vira as costas magoa, mas ele toma essa atitude perante o seu senhorio para que ele o mereça e o enxergue com olhos de ver e coração de sentir. Assim percebi os “eternos” e os “passageiros” da minha vida que todos os dias me rodeiam. Consigo agora distingui-los com uma nitidez assombrada que se apodera da esperança que já fora destruída. Agora sei quem eternamente e com toda a certeza estará comigo mesmo que o tempo o leve, e a quem é apenas passageiro só desejo uma boa estadia.
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